Atualizado em 12 de julho de 2026. Águias, dragões e leões: os três grandes do futebol português são conhecidos tanto pelos apelidos como pelos nomes. Mas de onde vêm exatamente estes símbolos? A resposta é diferente para cada clube.
Benfica: as Águias
A águia do Benfica remonta a 1908, ano da fusão entre o Sport Lisboa e o Grupo Sport Benfica, que deu origem ao clube tal como o conhecemos hoje. A ave de rapina foi adotada como símbolo do novo emblema, associada a valores de independência, autoridade e nobreza: características que o clube quis desde cedo projetar. É, das três, a alcunha mais antiga.
FC Porto: os Dragões
Ao contrário do que muitos pensam, o dragão não nasceu com o clube. A figura já existia no brasão da cidade do Porto, associada à coroa e à palavra “Invicta”. A sua adoção como alcunha do clube só aconteceu no início dos anos 1980, por iniciativa do presidente Pinto da Costa: em parte, como resposta direta ao facto de o Benfica já ser conhecido pela águia e o Sporting pelo leão. É, das três, a alcunha mais recente.
Sporting: os Leões
A associação do Sporting ao leão está enraizada na própria identidade histórica do clube desde a sua fundação, refletindo os valores de força e nobreza que o emblema sempre procurou transmitir. É, das três alcunhas, a que mais diretamente se cruza com o símbolo oficial do clube.
Lampiões e lagartos: as alcunhas menos oficiais
Fora dos símbolos oficiais, há alcunhas que nasceram entre adeptos rivais e se tornaram parte do folclore do Dérbi de Lisboa. “Lagarto”, usado por adeptos do Benfica para os do Sporting, remonta a 1951, quando o clube leonino lançou um empréstimo obrigacionista para financiar a construção do Estádio de Alvalade: os títulos, comprados pelos próprios adeptos, chamavam-se “lagartos” e traziam a imagem do animal impressa. “Lampião”, usado no sentido inverso, tem uma origem menos consensual, mas é hoje tão enraizado na rivalidade como o próprio dérbi.







