Argentina e Espanha decidem hoje o Mundial 2026

Duas seleções invictas, um único troféu por decidir. Argentina e Espanha jogam esta noite a final do Mundial 2026, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, com o apito inicial marcado para as 20h00 (hora de Lisboa).

Como chegaram aqui as duas seleções

A Espanha não perdeu um único jogo em toda a prova e tem a melhor defesa do Mundial, com apenas um golo sofrido. Eliminou Portugal nos oitavos, depois a Bélgica, e resolveu a meia-final contra a França com alguma folga, por 2-0, como descreveu o Maisfutebol. A Argentina teve um caminho mais sofrido. Precisou de uma reviravolta nos cinco minutos finais para afastar a Inglaterra, com golos de Enzo Fernández e Lautaro Martínez já perto do apito. Em compensação, é o ataque mais concretizador da competição: 18 golos marcados até aqui.

Ontem à noite: Inglaterra bateu a França num jogo de dez golos

Antes da grande decisão, houve uma antecâmara em grande estilo. Inglaterra e França discutiram o terceiro lugar do Mundial 2026 este sábado, no Estádio de Miami, num jogo que o jornalista Rui Alexandre Mendes, da RTP, descreveu como uma das partidas mais eletrizantes da história do futebol. Dez golos, seis para os ingleses: 6-4.

A Inglaterra entrou demolidora e construiu uma vantagem de 4-0 ainda na primeira parte: Declan Rice logo aos 3 minutos, Ezri Konsa aos 18 e um bis de Bukayo Saka, aos 37 e 45+1. Parecia resolvido. Não estava. Mbappé liderou a resposta francesa com dois golos, aos 48 e 66 minutos, e Bradley Barcola reduziu para 4-3 pelo meio, aos 54. O jogo tinha voltado a abrir.

Saka fechou o seu hat-trick de grande penalidade, aos 87 minutos, para o 5-3, mas os descontos ainda guardavam mais drama. Ousmane Dembélé reduziu para 5-4, aos 90+6, e Jude Bellingham fixou o resultado final, 6-4, já aos 90+8. É o jogo com mais golos de sempre numa disputa de terceiro lugar de um Mundial, superando o 6-3 entre França e Alemanha, em 1958.

O jogo entrou para a história por mais do que o resultado. Com o segundo golo, Mbappé chegou aos 22 golos em fases finais de Mundiais e tornou-se o maior marcador de sempre da competição, um recorde que pertencia a Lionel Messi. É uma coincidência e tanto: a marca do capitão argentino caiu na véspera da noite em que o próprio tenta erguer o troféu pela segunda vez seguida. Do lado francês, Michael Olise também fixou recorde, com sete assistências num único Mundial. Para a Inglaterra, fica a sua melhor campanha num Mundial desde o título de 1966, e o consolo de um pódio depois da desilusão da meia-final.

As escalações prováveis para a final

As equipas oficiais só saem junto do jogo, mas os órgãos internacionais já avançam os onzes prováveis dos dois lados.* Luis de la Fuente deverá repetir a fórmula que bateu a França: Unai Simón na baliza, Pedro Porro, Pau Cubarsí, Aymeric Laporte e Marc Cucurella na defesa, Rodri e Fabián Ruiz a fechar o meio-campo, com Lamine Yamal, Dani Olmo e Álex Baena a apoiar Mikel Oyarzabal.* A Espanha não tem qualquer desfalque para a final.* Do lado argentino, Lionel Scaloni pondera pelo menos duas alterações em relação à meia-final, com Gonzalo Montiel a poder entrar para o lugar de Nahuel Molina na lateral direita.* O resto deverá manter-se: Emiliano Martínez na baliza, Cristian Romero, Lisandro Martínez e Nicolás Tagliafico na defesa, Leandro Paredes, Rodrigo De Paul, Alexis Mac Allister e Enzo Fernández no meio-campo, Messi e Julián Álvarez lá em cima.*

Um histórico equilibrado, mas sem finais de Mundial

As duas seleções já se cruzaram 14 vezes: seis vitórias para cada lado, dois empates, e uma vantagem curta da Espanha no total de golos, 19 a 18. Em Mundiais, no entanto, só houve um confronto direto entre as duas, e é uma coincidência e tanto: aconteceu há exatamente 60 anos, quase no mesmo dia, a 13 de julho de 1966, em Birmingham, com vitória argentina por 2-1. Esta final é, por isso, a primeira decisão de sempre de um Mundial entre Argentina e Espanha. O confronto mais recente nem foi por troféu nenhum: um amigável em Madrid, em março de 2018, resolvido pela Espanha com uma goleada por 6-1.

O árbitro é esloveno, e há uma ligação portuguesa

A FIFA escolheu o esloveno Slavko Vinčić para apitar a final, com o alemão Bastian Dankert no VAR. É já o quarto jogo de Vinčić na prova, depois de Brasil-Marrocos (1-1), Jordânia-Argélia (1-2) e México-Equador (2-0), e o currículo inclui a final da Liga dos Campeões de 2024, em Londres, ganha pelo Real Madrid ao Borussia Dortmund por 2-0. Há ainda uma ligação portuguesa a este apito: o português João Pinheiro fez parte do último grupo de árbitros em avaliação para a final e estava mesmo atrás de Vinčić no momento em que a FIFA revelou, em vídeo, quem ia dirigir o jogo, segundo o A Bola. O esloveno emocionou-se ao ouvir o seu nome.

O que está em jogo

A Argentina tenta revalidar o título conquistado em 2022, um feito que nenhuma seleção alcança desde o Brasil de 1962. A Espanha, do outro lado, quer o segundo troféu da sua história, 16 anos depois do triunfo de 2010. Para os adeptos portugueses, fica também a curiosidade de rever como a Argentina chegou até aqui, com a reviravolta frente à Inglaterra na meia-final.

Onde ver a final em Portugal

A Sport TV tem transmitido, em exclusivo, os 104 jogos deste Mundial, e não é diferente para a final. A RTP deverá ser a alternativa em sinal aberto, com comentário em português.* Para mais contexto sobre o futebol português e a Seleção Nacional, o nosso guia completo reúne esse historial todo num só lugar. O apito inicial de Vinčić está marcado para esta noite, às 20h00, no MetLife Stadium.

* Informação baseada no conhecimento disponível à data de publicação e ainda não confirmada oficialmente. Poderá ser atualizada à medida que surgirem novos desenvolvimentos.

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