Faltavam cinco minutos para o fim e a Inglaterra sonhava com a primeira final do Mundial desde 1966. Enzo Fernández tinha outros planos: apareceu fora da área, rematou colocado e não deu hipótese a Jordan Pickford. 1-1, aos 85 minutos. Nos descontos, Lautaro Martínez resolveu tudo de cabeça. A Argentina venceu, assim, a Inglaterra por 2-1 e vai à final do Mundial 2026, no domingo, diante da Espanha.
Uma vantagem inglesa que se esfumou em cinco minutos
Anthony Gordon tinha colocado a Inglaterra em vantagem aos 55 minutos, num duelo entre as duas únicas seleções ainda invictas nesta fase da prova. Durante mais de meia hora, os ingleses geriram bem o resultado. Faltou-lhes geri-lo também nos minutos que realmente contam. O golo de Enzo Fernández, aos 85 minutos, nasceu de um remate colocado que, segundo o Record, não deu qualquer hipótese ao guarda-redes inglês. Já nos descontos, Lautaro Martínez fechou a reviravolta com um cabeceamento certeiro, num cruzamento de Lionel Messi.
Messi decide outra vez, Tuchel não se arrepende
Com duas assistências nos minutos finais, Messi voltou a orientar a Argentina rumo a uma final do Mundial. É a segunda seguida, depois do título conquistado no Qatar, em 2022. Aos 38 anos, continua, de facto, a decidir os jogos quando mais custa decidi-los. Do lado inglês, o selecionador Thomas Tuchel não escondeu a frustração, mas também não fugiu à responsabilidade: «Não me arrependo de nada. Fizemos um dos nossos melhores jogos», disse na conferência de imprensa após o apito final, citado pelo Record. O jogo foi dirigido, aliás, pelo árbitro norte-americano Ismail Elfath, com passagem pelos Jogos Olímpicos e pelo Mundial do Qatar 2022.
A Espanha bateu a França no Dia da Bastilha
A Espanha já sabia com quem ia jogar a final: tinha eliminado a França por 2-0 na véspera, precisamente a 14 de julho, o Dia da Bastilha francês. Mikel Oyarzabal abriu o marcador de penálti, aos 22 minutos, depois de uma falta de Lucas Digne sobre Lamine Yamal. Igualou, assim, os melhores registos espanhóis em fases finais de Mundiais, os mesmos de David Villa, em 2010, e Emilio Butragueño, em 1986. Pedro Porro fechou também a contagem aos 58 minutos, com uma finalização segura depois de uma combinação com Dani Olmo. «Quando não fazes o que tens de fazer numa meia-final, não ganhas», resumiu Kylian Mbappé, citado pelo jornalista Guilherme Portela, do Maisfutebol. É, de facto, a segunda vez na história que a Espanha chega a uma final do Mundial, 16 anos depois do título de 2010.
Portugal também passou por aqui
Para os adeptos portugueses, há uma ligação direta a este Mundial. Foi precisamente a Espanha quem eliminou a Seleção Nacional, nos oitavos de final, com um golo de Mikel Merino já nos descontos, a 6 de julho, em Dallas. Esse jogo marcou também a despedida de Cristiano Ronaldo dos Mundiais. Depois da saída de Roberto Martínez, coube a Jorge Jesus assumir o comando da Seleção Nacional, já de olhos postos no próximo ciclo.
A final é já no próximo domingo
A Argentina tenta revalidar o título conquistado em 2022, um feito que nenhuma seleção alcança desde o Brasil de 1962. Para isso, vai contar, mais uma vez, com Messi. A Espanha, no entanto, quer o segundo troféu da sua história, depois de 2010. Para mais contexto sobre a Seleção Nacional e o futebol português, o nosso guia completo, aliás, tem esse pano de fundo todo. O apito inicial da final está marcado para domingo, dia 19 de julho, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, às 20h00 (hora de Lisboa).






