O Benfica vive este verão a primeira janela de transferências sob o comando de Marco Silva, escolhido para suceder a José Mourinho depois de o técnico ter rumado ao Real Madrid, negócio que rendeu cerca de 15 milhões de euros aos cofres encarnados. Sem futebol europeu de topo garantido para já — o clube falha a presença direta na Liga dos Campeões — a estrutura liderada por Rui Costa prepara um mercado ambicioso para responder às exigências do novo treinador.
As entradas confirmadas
No capítulo das entradas, o Benfica já tem três reforços fechados. O guarda-redes Kaminski custou cerca de 17 milhões de euros, incluindo cláusula de rescisão. Na defesa, chegou o central brasileiro Gabriel Índio, de apenas 17 anos, proveniente do Athletic do Brasil, por cerca de 4 milhões de euros por 90% do passe. A somar a estes, foi ainda oficializada a chegada do francês Clément Lenglet, ex-Barcelona e Atlético de Madrid, por empréstimo com opção de compra obrigatória que o liga ao clube até 2029.
Otamendi sai a custo zero
Do lado das saídas, a confirmação mais marcante é a de Nicolás Otamendi, que deixa o Estádio da Luz a custo zero rumo ao River Plate, fechando um ciclo de vários anos como capitão e figura de referência da equipa.
O que pediu Marco Silva
Segundo a imprensa desportiva, Marco Silva pediu reforços em três zonas concretas do terreno: o centro da defesa, onde poderão chegar dois novos centrais depois da saída de Otamendi; a ala esquerda do ataque, posição em que o Benfica procura concorrência — ou mesmo substituto — para Andreas Schjelderup; e o ataque, onde um avançado de créditos firmados deverá reforçar o plantel.
As saídas em aberto
Vários dossiers de saída continuam também em aberto. António Silva surge como possível baixa, com o Milan de Rúben Amorim interessado numa altura em que a renovação de contrato parece estagnada. Andreas Schjelderup, apesar da vontade do presidente Rui Costa em o manter na Luz, tem-se mostrado mais recetivo a rumar às grandes ligas europeias, com o Benfica a pedir cerca de 40 milhões de euros pela sua saída. Também Vangelis Pavlidis é apontado como possível saída, com o Besiktas disposto a avançar com uma proposta próxima dos 50 milhões de euros.
Alvos ainda por fechar
No campo dos possíveis reforços ainda por fechar, surgem nomes como Othmane Maamma, extremo marroquino do Watford avaliado em cerca de 20 milhões de euros, o georgiano Zurab Davitashvili, do Saint-Étienne, e o médio português Samú Costa, do Mallorca, cuja contratação poderá avançar depois do Mundial. Na defesa, o jovem central Nobel Mendy, do Rayo Vallecano, é outro nome referenciado, ainda que com forte concorrência do Nottingham Forest.
Mais recentemente, o nome de João Palhinha tem ganho força como reforço prioritário pedido por Marco Silva para o meio-campo, ainda que as negociações com o Bayern de Munique não tenham arrancado formalmente. O Benfica persegue também Darío Osorio, extremo chileno já seguido pelo treinador nos tempos de Fulham, num negócio estimado entre 12 e 15 milhões de euros.
Com a Liga Portugal Betclic 2026/27 a arrancar a 9 de agosto, o Benfica corre contra o tempo para fechar o mercado antes do início da época, num verão que serve também para Marco Silva moldar a equipa à sua imagem, na sua primeira experiência a comandar um dos três grandes do futebol português.





