A Federação Portuguesa de Futebol oficializou, esta sexta-feira, a contratação de Jorge Jesus como novo selecionador nacional, numa altura em que se assinalam dez anos da conquista do Euro 2016. O técnico, de 71 anos, sucede a Roberto Martínez, que se demitiu do cargo após a eliminação de Portugal do Mundial 2026 frente à Espanha, e torna-se o 31.º selecionador da história da seleção principal.
Uma estreia inédita aos 71 anos
É a primeira vez, em quase quatro décadas de carreira, que Jorge Jesus assume o comando técnico de uma seleção nacional. Depois de dirigir clubes em Portugal, Brasil, Arábia Saudita e Turquia — com passagens de destaque por Benfica, Sporting, Flamengo e Al-Hilal —, o técnico natural de Lisboa estreia-se agora no futebol de seleções.
Contrato até 2030 e os objetivos do novo ciclo
O acordo entre Jorge Jesus e a FPF é válido até ao final do Mundial 2030, competição organizada em conjunto por Portugal, Espanha e Marrocos. Pelo caminho, o Europeu de 2028 surge como o primeiro grande objetivo competitivo do novo selecionador à frente da equipa das quinas.
Estreia a 24 de setembro, em casa, frente ao País de Gales
O primeiro jogo oficial de Jorge Jesus ao comando da Seleção Nacional está agendado para 24 de setembro, em Alvalade, frente ao País de Gales. Até lá, o técnico terá o verão para observar o trabalho dos internacionais portugueses nos respetivos clubes, numa altura em que a Liga Portugal 2026/27 arranca já a 9 de agosto.
O que muda para a Seleção
A chegada de Jorge Jesus encerra um período de incerteza aberto pela saída de Roberto Martínez e devolve à Seleção Nacional um dos nomes mais vencedores do futebol português dos últimos vinte anos, agora com o desafio de preparar a nova geração — nomes como Vitinha e João Neves — para os próximos grandes torneios internacionais.






