O Milan venceu a Atalanta por 3-2, este domingo, na 7.ª jornada da Serie A, mas sofreu mais do que seria necessário. Ruben Amorim, treinador português dos rossoneri, viu a equipa desperdiçar uma vantagem de três golos antes de segurar o triunfo em casa, no Giuseppe Meazza.
O Milan construiu a vantagem ainda na primeira parte, com um golo de grande penalidade apontado por Gabriel Ramos aos 24 minutos e um segundo golo de Adrien Rabiot, perto do intervalo. A equipa ampliou a diferença para 3-0 ainda antes da hora de jogo, naquilo que pareceu, por larga parte da tarde, um triunfo tranquilo para os comandados de Amorim.
Mas a Atalanta não desistiu. Gianluca Gaetano reduziu a desvantagem aos 66 minutos e Nikola Krstović voltou a aproximar o marcador aos 81, deixando o Milan a defender, nos minutos finais, um resultado que a espaços pareceu escapar-lhe das mãos.

No final, Adrien Rabiot, um dos jogadores mais influentes do plantel milanista, não escondeu o desagrado com a quebra de rendimento da equipa. Em declarações à Sky Sport Italia, citadas pela A Bola, o médio francês foi direto: «Estivemos muito bem na primeira parte, mas depois, nos últimos trinta minutos, perdemos o controlo do jogo. Isso é um problema.»
Amorim mantém a calma e recorda o Benfica
Já Ruben Amorim preferiu uma leitura mais serena do jogo. «O resultado é o mais importante, mas temos de analisar a exibição. Estivemos perto do quarto golo, mas depois do 3-1 dava para sentir o nervosismo, o estádio também sentiu», afirmou o treinador português, também à Sky Sport Italia.
O técnico admitiu que o rendimento da equipa «caiu nos últimos 25 minutos», que justificou com cansaço e algum nervosismo, mas recusou dramatizar o sucedido: «Penso que os dois golos eram evitáveis, em alguns momentos não acompanhámos as movimentações deles», reconheceu, antes de traçar um paralelo com um jogo anterior da equipa: «O segundo golo contra o Benfica foi parecido com o primeiro deles hoje, é algo que temos de melhorar.»
A referência remete para o encontro entre Milan e Benfica, a 16 de setembro, na Liga dos Campeões, decidido também por um lance em que os encarnados aproveitaram uma desatenção defensiva dos rossoneri. Para Amorim, o padrão repete-se e é algo a corrigir, apesar de insistir que a equipa mostrou, até aos 66 minutos deste jogo, a melhor versão da época: «Criámos oportunidades, controlámos bem a bola e pressionámos no momento certo.»
Mais um capítulo da aventura italiana de Amorim
A vitória sofrida soma-se a uma época que já rendeu a Ruben Amorim a estreia na Serie A, em Turim, e confirma a adaptação do treinador português a um dos bancos mais exigentes da Europa. Amorim junta-se, assim, a uma longa lista de treinadores portugueses a representar o país além-fronteiras, com resultados que têm sustentado o bom arranque de época do Milan na Serie A.
Para já, fica o aviso do próprio treinador: há detalhes a corrigir antes que estes sustos se tornem mais caros.






